Palavra e Escrita - Poesia Autoral

Escritor de Verso, Prosa e Música.

Mamanguá

"O desandar das ondas
O sussurro afável do vento
A infinitude
As caricias do sol.
Colina abaixo o doce lustre de ouro
O vôo sutil e leve, de esverdeado abraço
Douradas escamas suaves beijadas pelo mar.
Só precisa do ar e o coração
Para ver
Para viver
Para que ocorram novos rios"

Tiempos

"Como el vuelo de una mariposa
Vivir con la calma de un árbol
Maleable como la fragua del espíritu, más entero y firme.
Flexible y atento
Maleable pero de esencia inalterable.
Asombrarse,
sucumbir,
permitirse sentir.
Vivir sin apropiarse.
Oír los tiempos de la naturaleza…
Y sentir que el oscilar es eterno."

De fogo e Lágrima

"A chuva desaguando no meu peito
Translúcida
Madeira tônica do vinho
Cordas de vento fresco
Pescoço curvilíneo
Em vôo livre
Na pele deslizar
Olhos do corpo nu
Sobre os meus dedos
Palmas de manga doce
Eletricidade de fogo e lágrima
Vibrando,
Aberto,
Pulsante
Andorinhas girando devagar
Se doando, precipitando sobre os meus ossos
Os vôos calmos
Vôo livre,
Vulnerável
Como risos comendo a ventania
Das palmeiras oscilantes
Devorar a harmonia, as flores ígneas
Esse sono de barcos flutuantes
De barrosas telhas
Uma orgia de espaço
Mistério
De abraços
De tocar respiração,
Borboletas
O mesmo perfume
Se renova
Águas circulando o aroma
Do mundo dos cabelos
Janela
Acordar"

Tiempos

"Como el vuelo de una mariposa
Vivir con la calma de un árbol
Maleable como la fragua del espíritu, más entero y firme.
Flexible y atento
Maleable pero de esencia inalterable.
Asombrarse,
sucumbir,
permitirse sentir.
Vivir sin apropiarse.
Oír los tiempos de la naturaleza…
Y sentir que el oscilar es eterno.""

Duraznos Maduros

"Raíces,
mente en cuerpo
Encuentro
Humedad derramada
Bordada.

De duraznos maduros
Almíbar
De encajes milenarios
Cimientos de piel.

De pupilas expandidas
Expansivas
Aguas penetrantes
Finos tejidos.

Poetica silente
Aroma de cacao
Toque burbujeante
Palpitando en la lengua.

Abrazo
Rastros de manos
En la cuna del pecho
Macedonia de sonrisas

Saliva
Papilas
Miel de aguas
Flores estelares
Abrazos orbitales.

De un centro alborecer
Alboreces
Será
Ser alba…

Árbol
De copa celeste
Lloviendo en mis órganos
Costillas
Diafragma en los dedos
Jazmín en el aire.

Flujo de potencias
Autoflorecientes
Construcción que respira
Dócil.

Dulce
Respiración ósea
Toque de mil manos
Mariposas.

Estado de verbo desconocido
Misterio vívido
Ciencia de las piernas y el vientre
Cuello y falanges
En danza de letras
Inexcutrables.

Escudriñando el aire de tus pulmones
Encuentro los míos
Y canto, lloro, susurro, grito
En felicidad y placer
De llantos olvidados.

Encuentro de aguas y chispas
Que rebalsa en pasifloras
Aromas sin origen
Ni fin visible
Horizonte.

Trueno epidérmico
No lineal
Ser caricia.

Astrolabio sincrónico
Poesía transversal
Rayo de flores y frutas
Acogiendo sol y luna
En curvas orgánicas.

Con aire ramificado,
suspiro,
microscópico,
impregnando células
De tu presencia
Fogo em ondas…

Chão

Presença, prazer, Pensamentos borrados
Vontade de céu no corpo
O sangue como as nuvens
O fluxo
As nuvens que nem ossos
Céu aberto
Corpo espalhado no chão
Se desfazer, pulverizar a matéria
Os fluidos e a areia
Se desfazer, pulverizar a matéria
Se espreguicar

Sabiduría de lo Nuevo

De tiempo en tiempo se cambia de norte
de paso en paso se aprenden porqués
de mano a mano se suben los montes
de viento en viento nada el horizonte.

De cuando en cuando recobro memorias
de alma en alma se abrazan miradas
de cuadro en cuadro se escribe la historia
de tiempo en tiempo se siembran euforias.

al llegar el equinoccio, y los brotes del silencio
percibo el fulgurar del quebrar una cáscara de huevo
desde dentro

de tiempo en tiempo me alimento del silencio
y me inclino ante la sabiduría de lo nuevo.

Sonhos

"Os espaços alternantes
A sinuosidade
Textura e plasma
Mucosa
As sementes não encontradas
E as engolidas
O amargor
O sonho de uma porta
Ponte de contato
Útero
Vulva mostrando
Portas galácticas
Coração
Sal
Fumaça
Doçura se desfazendo na boca
Jorrante, borbotoante
Querendo devorar até a casca
Crocante
Espaço rugoso
Espumante
Líquido, talo de vida
Comunicação com as mesmas/minhas sementes.
Galhos amarelados
Listras vermelhas
Novas raízes atávicas
De coluna cadente
Quero mastigar até a última
Cósmica partícula
E inalar a menta fresca
Penetrando os músculos
Da consciência solar"

(des)Encontrar

O frio no nariz e uma lágrima
Um sorriso, uma espada
O calor de uma mão dada, na chuva
Brincadeiras e cafés, abraçar traumas.

Viver alguns dias na simplicidade
Fora da rotina
Compartilhar a cama, o vinho e o calor.

O medo de errar, de invadir.
Aquele gigante no quarto
tão colossal que saia pelos olhos.

Tuas dores e feridas que pariram as tuas certezas.
Teu olhar, aquele das matas ancestrais, aquele de ódio e amor, perdido tantas vezes, encontrado algumas sem saber.
Aquele que ataca e convida, aquele que chora e sorri, aquele que beija e pergunta.

As tempestades mentais, a calma incandescente do céu.
Aquelas calmas onde o beijo só chegou na alma e no coração.
Do Pacífico e a cordilheira pendente.
Das folhas vermelhas cadentes.
Do vermelho das cortinas e do coração.

De que serve senão para enxergar
Para abraçar e voltar sentir
Para apagar os nós de pensar
Para transparentar sem mentir
Para reconectar o sutil
Para recomeçar e sanar
Para se abrir pra sentir
as qualidades reais de amar.

Se permitir
Sintonizar
Repetir
Se encontrar.

Participações e Publicações

2021 - Participated as Artist/Creator in the ebook "Forças Intermoleculares", ‘Cadernos Sensórios Corpo Palavra’ collection - Summer Edition. https://issuu.com/contato.alinebernardi/docs/for_as_intermoleculares

2021 - ‘Mostra Artística Cartografias Sensíveis’ Magazine, which contains writings from all members of the ‘Celeiro Moebius’ https://issuu.com/contato.alinebernardi/docs/revista_lab_2021

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